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Muitas empresas começam a modernizar seus treinamentos pelo caminho mais natural: digitalizar o conteúdo e publicar tudo em uma plataforma. À primeira vista funciona, mas o problema é que isso raramente resolve a questão central e, em muitos casos, apenas troca o formato sem otimizar a experiência de aprendizagem.
No e-learning de onboarding da Duracell, foi justamente esse o ponto de virada. A demanda inicial era produzir cerca de 100 minutos de vídeos explicativos para digitalizar a integração da companhia. Mas, ao investigar o cenário com mais profundidade, identificamos que a necessidade real era outra: estruturar melhor o conteúdo, criar uma jornada mais coerente e transformar a entrada de novos colaboradores em uma experiência mais significativa e engajante.
A Duracell e o desafio do novo modelo de integração
A Duracell dispensa maiores apresentações: é uma marca global líder no setor de pilhas e baterias alcalinas, com forte reconhecimento de mercado e padrões bem definidos de comunicação. Quando uma empresa desse porte pensa em onboarding, não pode se limitar apenas a repassar informações básicas. Ela está falando de transmissão de cultura, posicionamento, processos, responsabilidades e expectativas.
Até então, a integração de novos colaboradores da Duracell Brasil era feita de modo independente entre as áreas da empresa. Por isso, neste projeto havia uma necessidade clara de padronizar, centralizar e modernizar a integração, garantindo que cada novo colaborador tivesse acesso a uma experiência bem organizada, apresentada de modo envolvente e alinhada ao padrão global da companhia.
Isso exigia mais do que reunir conteúdos institucionais em uma sequência de telas. Era preciso criar um percurso que ajudasse o profissional a entender a empresa, navegar por diferentes áreas e assimilar o essencial sem se perder no excesso de informação logo nos primeiros dias.
O ponto de partida
O RH da empresa nos procurou com um plano inicial que fazia sentido: produzir um grande volume de vídeos explicativos para substituir o modelo anterior de integração.
Mas havia um risco importante nisso. Caso seguíssemos apenas com a execução dos vídeos, poderíamos entregar um conteúdo atualizado em termos de formato, mas sem corrigir a estrutura, entregando muito material e ainda assim mantendo uma experiência fragmentada, cansativa e pouco eficiente para quem estivesse de chegada na empresa.
A Duracell já chegou com uma proposta inicial de formato, o que é natural em projetos de T&D, mas também se mostrou aberta a avaliar caminhos mais adequados para a necessidade do onboarding. Esse cenário é bastante comum: a empresa percebe que precisa modernizar o treinamento e já imagina um formato possível, ao mesmo tempo em que ainda há espaço para aprofundar questões como arquitetura do conteúdo, sequência, objetivos de aprendizagem e lógica de navegação.
Investigação como ferramenta de design
Foi nesse momento que a consultoria da Lumi fez diferença. Paramos para investigar a dor central do projeto e aprofundamos o diagnóstico, identificando três desafios estratégicos:
- Dispersão do conteúdo: havia muitos temas relevantes, ligados a áreas e contextos diferentes, que precisavam conviver dentro do mesmo onboarding sem virar um bloco longo e confuso.
- Padronização: a experiência precisava ser consistente tanto no conteúdo quanto na forma de apresentá-lo.
- Engajamento: um onboarding digital não pode funcionar como um depósito de informações. Ele precisa orientar, dar contexto e manter o participante ativo ao longo da jornada.
Aqui, os princípios de design instrucional foram decisivos. Adultos aprendem melhor quando entendem por que aquele conteúdo importa, quando podem avançar com autonomia e quando a experiência respeita seu tempo e sua atenção.
Por isso, a proposta evoluiu. Propusemos estruturar um e-learning de onboarding com lógica de percurso, divisão em módulos, objetivos mais claros e a inclusão de vídeos whiteboard em pontos estratégicos.
Esse raciocínio está muito próximo do que discutimos em Design instrucional e trilhas de aprendizagem: o novo papel do T&D, em que a aprendizagem deixa de ser um evento isolado e passa a ser organizada como uma jornada integrada.
Como estruturamos o onboarding da Duracell
A nova solução partiu da reorganização do conteúdo em um e-learning de módulos bem definidos, reunindo temas institucionais, operacionais e culturais dentro de uma experiência única.
O onboarding passou a contemplar conteúdos de diferentes áreas: RH, Marketing, Trade Marketing, Logística, Finanças, Vendas, entre outras. Isso exigiu não só roteirização instrucional, mas também um trabalho cuidadoso de hierarquia, ritmo e consistência.
Em vez de concentrar tudo em uma sequência longa e expositiva, distribuímos o conteúdo em uma navegação mais fluida, com momentos de explicação, reforço, interação e retomada dos pontos principais, o que permitiu criar uma experiência interativa com telas navegáveis, quizzes, atividades e vídeos explicativos que reforçavam o aprendizado ao longo do percurso.
E-learning e whiteboard animation: um match perfeito
Quase sempre, em projetos de comunicação, a escolha de um formato não deve ser feita por motivos puramente estéticos, mas sim estratégicos. No case Duracell:
- O e-learning estruturou a base da experiência: organização da jornada, autonomia para avançar no próprio ritmo, padronização do conteúdo e integração de diferentes recursos em um mesmo ambiente
- Já os vídeos em whiteboard animation entrou como reforço didático: em temas mais densos, introdutórios ou processuais, o formato conduz o raciocínio em etapas, apresentando a informação gradualmente, com apoio visual e ritmo narrativo, em vez de despejar tudo de uma vez

Isso é especialmente útil no onboarding, porque quem está chegando ainda está formando seu mapa mental da empresa. Por isso, explicar bem vale mais do que explicar muito.
Além disso, o whiteboard tornou a jornada mais dinâmica. Ao lado das interações e quizzes, contribuiu para uma experiência mais diversa, com alternância de estímulos e menos monotonia, o que conversa diretamente com os princípios que abordamos em Aprendizagem multimodal: como potencializar os treinamentos e Whiteboard animation para treinamentos corporativos.

Execução com respeito à marca do cliente
Outro ponto central do projeto foi o cuidado para que o onboarding refletisse não apenas a identidade visual da Duracell, mas também a cultura da empresa.
Em marcas fortes, com diretrizes bem definidas e uma forma própria de se comunicar, não basta criar um material funcional. A experiência precisa parecer legítima em todos os níveis, do visual ao tom de voz. Isso inclui respeitar a linguagem da companhia, sua forma de apresentar os temas, o nível de formalidade adequado e até certas construções recorrentes que ajudam a reforçar a identidade da marca no dia a dia.

Por isso, o projeto envolveu não apenas o desenvolvimento do conteúdo e das interações, mas também um trabalho consistente de concepção visual, interface e adequação da linguagem. O objetivo era fazer com que o colaborador reconhecesse aquele treinamento como parte real da experiência Duracell, e não como um material genérico adaptado ao contexto da empresa.
Esse alinhamento entre forma, conteúdo e cultura foi essencial para sustentar a qualidade percebida do onboarding e tornar a experiência mais coerente com o universo da marca.
Resultados
No fim, o projeto não entregou apenas um novo formato, mas sim uma nova lógica para o onboarding da empresa.
- No lugar de conteúdos dispersos, a Duracell passou a ter uma experiência estruturada
- No lugar de um grande volume de vídeos sem arquitetura clara, um percurso com começo, meio e progressão
- No lugar de um treinamento apenas expositivo, uma solução com interações, quizzes, recursos audiovisuais e uma lógica aderente à aprendizagem de adultos
O treinamento foi muito bem recebido pela equipe da Duracell e pelos novos colaboradores, com destaque para a clareza dos conteúdos, a qualidade dos vídeos e o impacto positivo do formato interativo na aprendizagem.
“Foi muito bom trabalhar com vocês nesse último ano!!! O trabalho ficou muito bom e estamos recebendo ótimos feedbacks da equipe.”
Nicolle Paladino HR Assistant, Duracell
Mais do que isso, esse case ilustra algo que consideramos central na Lumi: o valor da consultoria não está apenas em produzir bem, mas em ajudar o cliente a enquadrar corretamente o problema antes de partir para a execução.
“Os serviços prestados pela Lumi foram cuidadosamente elaborados para contribuir com a capacitação da equipe, assegurando um material de excelência, alinhado às diretrizes e expectativas da empresa.”
Juliana Magalhães HR Manager, Duracell
Conclusão
O case e-learning de onboarding Duracell mostra que um bom projeto de educação corporativa começa antes do layout, da plataforma e da produção audiovisual. Começa na leitura correta do desafio.
Quando nós da Lumi propusemos substituir uma demanda centrada em vídeos por um e-learning de onboarding mais bem estruturado, o foco deixou de ser apenas digitalizar conteúdo e passou a ser construir uma experiência de aprendizagem mais inteligente, coerente e valiosa para quem entra na empresa.
É esse olhar que transforma simples execução em uma entrega de valor.
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Na Lumi, criamos e-learnings interativos e personalizados que tornam o onboarding mais envolvente e eficiente, com vídeos, animações, quizzes e trilhas de aprendizagem sob medida para sua empresa.
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